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Metodologia

De onde vem cada número, o que ele significa e onde ele não alcança.

O Observatório não calcula nada por conta própria. Todo valor exibido vem de publicação oficial, e a única transformação que fazemos é agregar, comparar e ordenar. Onde a fonte não publica, a tela mostra vazio — nunca estimativa.

As cinco fontes

FonteO que trazCobertura
Banco do Brasil
Demonstrativo DAF
Transferências federais: FPM, FUNDEB, ITR, IOF-Ouro, CIDE, royalties — com crédito, débito e líquido por data de repasse e por parcela. 185 de 185
TCE-PE
Dados Abertos
Receitas arrecadadas por esforço próprio: IPTU, ISS, ITBI, taxas, COSIP e IRRF, separando principal, dívida ativa e multa/juros. 183 de 185
SEFAZ-PE
ICMS
Cota-parte e índice de participação (IPM, Lei 10.489/1990), com a decomposição por critério e a série ao longo dos anos. 184 de 185
SEFAZ-PE
IPVA
Repasse por banco arrecadador — quebra que não existe em nenhuma outra fonte. 185 de 185
IBGE e INEP População e PIB (denominadores per capita), recortes territoriais oficiais, malhas geográficas, e matrículas na rede pública — o denominador real do FUNDEB. 185 de 185

Os exercícios disponíveis hoje são 2024, 2025 e 2026. A carga é atualizada uma vez por mês, e a data de referência aparece em toda tela.

O que significa cada número

Líquido, crédito e débito

O demonstrativo do Banco do Brasil registra o que entra (crédito) e o que é retido na origem (débito) — retenção do FUNDEB, contribuição ao PASEP, precatórios. O líquido é o que efetivamente cai na conta. Quase toda comparação usa o líquido, porque é o que o município tem para gastar.

Receita própria e receita transferida

São coisas diferentes e não devem ser somadas sem cuidado. Transferida é o que vem de fora — o município recebe. Própria é o que ele arrecada e sobre a qual delibera alíquota, base de cálculo e política de cobrança. A dependência de transferências é uma das leituras centrais do produto justamente por isso.

Natureza da receita

Principal, dívida ativa, e multa e juros. Separá-las é o que permite ler qualidade da arrecadação, e não só volume: um município que arrecada muito em dívida ativa está recuperando passado, não cobrando bem o presente.

Índice de participação do ICMS (IPM)

O percentual que define a fatia do município na cota-parte do ICMS estadual, composto por vários critérios (valor adicionado, população, área, meio ambiente, entre outros). Décimos aqui valem milhões — por isso o produto mostra a decomposição por critério, quanto vale um ponto, e onde o município perde índice.

Como as comparações são feitas

Todo ranking declara contra quem está comparando. Três recortes, todos oficiais do IBGE:

Por que isso importa. "8º de 185" e "3º de 16" são as duas verdades sobre o mesmo município, e dizem coisas diferentes. Toda tela de comparação mostra o rótulo do recorte e o tamanho do universo, para que a posição nunca apareça sem contexto.

As estatísticas de comparação — mediana, quartis, percentis — são calculadas sobre os municípios do recorte que têm dado na fonte. Um município ausente da fonte não entra como zero: fica de fora da conta, e a tela de cobertura diz quantos entraram.

Precisão dos valores

Todos os agregados são calculados com aritmética decimal exata, em banco de dados, e conferidos contra a fonte antes de publicar. A conferência compara centavo a centavo — uma diferença de R$ 0,01 reprova a publicação inteira.

Os valores viajam até a tela como texto decimal, nunca como número de ponto flutuante. Parece detalhe técnico, mas é o que impede um relatório de fechar com R$ 0,03 de diferença sem ninguém entender por quê.

Onde o Observatório não alcança

Ser honesto sobre os limites é parte do produto:

Quando os números divergem do sistema do município

Acontece, e quase sempre por uma destas razões:

Se a divergência não se explicar por nenhuma delas, queremos saber — o erro pode ser nosso.